filmow.com/usuario/cinetrix/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > cinetrix
35 years (BRA)
Usuário desde Maio de 2011
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Meu fascínio com o cinema vem da adolescência. Desde 2001, quando comecei a escrever resenhas e críticas de obras cinematográficas, tenho produzido mais de 800 textos. Meus trabalhos já foram publicados em diversos blogs, sites de cinema, livro didático sobre a língua portuguesa e jornais de Belo Horizonte.

Tenho formação em jornalismo e, como hobby, escrevo críticas e resenhas de filmes em meu blog (www.cinetrixfilmes.blogspot.com). Também sou colecionador e vendedor de DVDs e Blu-rays.

Últimas opiniões enviadas

  • Ricardo

    “O Touro Ferdinando”, animação da Blue Sky dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha (“A Era do Gelo” e “Rio”), traz um carismático protagonista que detesta desavenças e adora cheirar flores e ser amável com o próximo. Ao fugir de uma fazenda especializada na criação de touros, Ferdinando encontra afeto na família de uma garotinha, humana com quem vive uma grande amizade. Depois de crescer e se tornar um touro imenso, sem querer, Ferdinando causa alguns problemas que o faz retornar para o local em que nasceu onde irá reviver imbróglios de seu passado.

    O longa é baseado no conto “The Story of Ferdinand” publicado em 1936 pelo autor norte-americano Munro Leaf. Curiosamente, é a mesma fonte de inspiração do curta “Ferdinando, o Touro” premiado pelo Oscar que a Disney lançou em 1938.

    O roteiro discute as famosas questões sobre valores familiares, a importância da amizade e faz uma crítica à intolerância, que irá confrontar o protagonista durante toda a trama. A narrativa trabalha bem esses assuntos no primeiro ato, que também é a parte mais criativa e divertida do filme, ao equilibrar boas piadas textuais com ótimo humor situacional.

    A partir do segundo ato, o roteiro se mostra frágil no desenvolvimento de algumas situações e de personagens secundários. Com isso, a produção se arrasta em furos, na previsibilidade das ações e em gags exageradamente infantis, comicidade que poderá agradar a criançada, mas nem tanto aos adultos.

    O visual caricaturado diverte, porém não impressiona já que sua estética carece de texturas que poderiam contribuir para a beleza do longa (tudo é muito liso e de aparência borrachuda). No fim, ainda que não tenha tanta profundidade dramática, “O Touro Ferdinando” consegue entreter e transmitir sua bela mensagem que inclui, também, uma apreciação a favor da defesa dos animais em touradas.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Ricardo

    A ideia de "Viva - A vida é uma festa", animação da Pixar assinada por Lee Unkrich ("Toy Story 3" e "Procurando Nemo"), não é novidade. Sua premissa é bem parecida com "Festa no Céu" (2014). No entanto, os longas do estúdio, famosos por discutirem valores familiares, ainda surpreendem por serem eficientes pelo equilíbrio narrativo e pelo desenvolvimento da emoção. Aqui, não é diferente.

    Na história, o jovem Miguel padece com a reprovação constante de seus parentes por desejar ser músico. O motivo? Foi por causa da música, que fez sua família sofrer no passado devido ao desaparecimento do tataravô. Ao perceber que essa arte está em seu sangue, o garoto acredita que um famoso musicista do passado seja o responsável por fazê-lo gostar de música. É aí que sua épica jornada à procura do tataravô se inicia, quando a magia do Dia dos Mortos o transporta para o 'outro lado'.

    A produção, visualmente deslumbrante, adentra no universo multicolorido da cultura mexicana para valorizar o folclore local e transmitir a importância do registro e da preservação de lembranças. Para isso, o roteiro coloca o protagonista no Dia dos Mortos, período em que os mexicanos festejam e homenageiam a memória dos antepassados ou daquelas pessoas queridas que já faleceram e que foram importantes em vida.

    O que se destaca em "Viva - A vida é uma festa" é o trabalho de extrair a essência de assuntos complexos e adaptá-la em uma obra que transpira simplicidade e sensibilidade sem perder profundidade. Talvez, por isso, os filmes da Pixar agradam a pessoas de todas as idades. Como o filme entreg diversas camadas de reflexões, cada um absorve as lições à sua maneira, sejam elas mais diretas e metafóricas aos adultos ou subliminares e lúdicas para as crianças.

    A atmosfera sempre angelical, o humor rasteiro, a boa caracterização latina (das ruas e casebres), o visual divertidamente caricato e a maneira singela como os personagens são desenvolvidos contagiam o público. Toda essa harmonia culmina, não só no debate saudável dos temas, mas em emoções genuínas. Tente não lacrimejar no arrepiante clímax!

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Ricardo

    “A Guerra dos Sexos”, dirigido pela dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris ("Pequena Miss Sunshine"), e protagonizado por Emma Stone e Steve Carell, aproveita o ápice do ‘girl power’ para contar a história de um famoso jogo amistoso de tênis entre o ex-campeão Bobby Riggs e a campeã mundial Billie Jean King. O episódio esportivo foi um dos mais assistidos na televisão na década de 70. Essa dramatização surge, hoje, como uma crítica a desigualdade entre os sexos, em que, muitas vezes, o homem é mais valorizado financeiramente que a mulher ao executar o mesmo trabalho. Os detalhes históricos que antecedem o evento, assim como as articulações e a retratação dos bastidores, são interessantes. Entretanto, o roteiro gasta muito tempo em subtramas sobre a vida dos protagonistas e isso faz com que o longa se arraste em alguns momentos. Destaque para a atuação de Stone, a reconstituição de época e o clímax (a tal partida de tênis) bem coreografado.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.