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Fortaleza, Brazil (BRA)
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Obrigado a escolher deveria ter perdão maior. Se por obrigação erra, tentará de novo, antes por precisar que por amar a falha ou crer que na próxima acerta. Precisa se mover, é o que aprendeu. Um dia ele parará, não esperará o perdão, não procurará instruções, não se interessará pelo certo. Enquanto isso sofre, esperando aprovação, esquecendo o que precisa, querendo o que querem os outros, esse índice do ser que explora e maltrata. Os outros, que não põem nele as mãos, dançam na sua consciência. Ele olha pros lados, não reconhece irmãos nem inimigos, eles são todos, são os outros, decide olhar pra si, vê sua força, vê seu medo, une uma mão a outra, uma oração, um pensamento, um desespero, pensam os outros, enganam-se, uma decisão. Que ele erre ou acerte, não seja pelo peso de mais uma obrigação.

Últimas opiniões enviadas

  • Mateus Pinheiro

    Nem todo conflito é uma guerra. A duração, os motivos e a força empregada ajudam a esclarecer as coisas. Existem tanques, intransigências, leis, múltiplas linguagens, e armas capazes de ferir os dois lados com a mesma crueldade e iludi-los com a possibilidade de um vencedor. Existem duas grandes guerras acontecendo nesse filme e um homem no meio do fogo cruzado entre elas, salvando vidas e crendo piamente que a sua não está ao alcance da salvação, porque os segredos se perdem mais facilmente do que nossa capacidade de notar que eles estão desprotegidos. Vivemos guerras não solucionadas e precisamos decifrar mais códigos, alguns morais, antes que sejamos destruídos ou viremos pessoas comuns, dominadas ao perder ou satisfeitas com vitórias incompletas.

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  • Mateus Pinheiro

    Pode ser fácil confundir a qualidade do tema com a qualidade do filme. A quantidade de informações históricas, belas composições, artistas consagrados e imagens de época apresentadas não deveriam ter um resultado menor que excelente. Não foi isso que vimos, faltou roteiro. A narração era vaga, a intenção dos diretores sobre o foco narrativo não ficou clara. Mas, talvez, o conflito seja a ausência mais sentida. Quem se opôs ao Cartola, fazendo com que ele tivesse uma carreira tão acidentada? A bebida, a boemia, a indústria musical, as transformações culturais, a desvalorização do samba? Que pessoas, espaços e sentidos sociais podem ser notados em suas canções? Que impactos elas trouxeram sobre o lugar em que se propagaram? A própria noção de samba, que carrega a dualidade entre festividade e melancolia, não teve um tratamento adequado. Abordar a obra e a trajetória de um compositor tão grandioso é um grande desafio e as lacunas deixadas por este documentário podem, e espero que assim aconteça, despertar novos interesses e alimentar novas iniciativas. O mundo é um moinho é uma das melhores canções brasileiras e a discografia de Cartola, uma das ou a mais significativa no samba nacional. O filme foi um antepasto, a obra de Cartola facilmente poderia ser transformada num banquete.

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  • Mateus Pinheiro

    Mesmo utilizando uma série de referências filosóficas, representadas em várias falas, o filme consegue sugerir, de maneira bem mais inteligente que pelo uso de citações, uma hipótese de teor existencial. A ideia de autoria me pareceu predominante na obra e a alusão ao catolicismo potencializou o alcance da proposição central. Temos o tipo e antitipo de autor, Deus e Guido, um amoroso e outro desafetuoso, um celebrado e outro recorrentemente questionado, um inventor e outro reticente em fazer escolhas, mas, o que é de espantar é que o resultado final, a história, a existência humana, o amor, o filme, é tão perfeito e desajustado, tão incompleto e bem acabado, tão cativante e dramático, que aproximamos o autor modelar do seu avesso. Guido tem muito de divino em negar as explicações fáceis, as tramas simples, as histórias que se resumem em amor. O filme mostra que a vida pelos olhos do autor pode ter menos sentido ainda e mais beleza, poesia e originalidade do que o que costumamos ver nas telas e na vida.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Fábio Dutra
    Fábio Dutra

    Ei Mateus, então preciso ver The Green ainda, fico me enrolando nas séries e pulando filmes que to pra ver há séculos. Um estranho no lago eu até tinha baixado, enfim, Vou ver ambos e te dizer o que achei :D

  • Marcus
    Marcus

    Verdade. Pensei ter imaginado demais. O que me levou a essa leitura do filme foi o seu início, quando imagens do passado, do campo canavieiro, são colocadas e, logo em seguida, a narrativa vai para o presente e a câmera nos lança para um condomínio todo cimentado, contrastando fortemente com as imagens iniciais. É uma obra ímpar, que merece reconhecimento diante de um cinema nacional cada vez mais voltado à franquias...